Conheça as novas regras da pirâmide alimentar.

 

A pirâmide alimentar foi criada nos EUA em 1992, com a intenção de orientar as pessoas sobre como distribuir os alimentos da dieta conforme a função de cada grupo alimentar. Logo, esse método de educação nutricional foi adotada em muitos países.

 

A base da pirâmide era considerada a base da alimentação e, portanto, as pessoas deveriam comer de 6 a 11 porções diárias de carboidratos (qualquer tipo de carboidrato), pois tais alimentos dão energia. As gorduras ficavam no topo da pirâmide, juntamente com os doces, que tinham de ser consumidos minimamente por fazerem mal à saúde.

 

No segundo nível da pirâmide, ficavam as frutas e os legumes. Alguns desses legumes são, hoje, considerados carboidratos de alto índice glicêmico, como a batata inglesa.

 

Os laticínios, as carnes, os ovos e os feijões apareciam, com indicação de 2 a 3 porções diárias, no terceiro nível da pirâmide, sem enfatizar que ovos e peixes são essenciais. Isso dava a ideia de que proteína também fazia mal à saúde.

 

Gorduras, como ômegas, frutas oleaginosas e azeite, são essenciais para a saúde, previnem doenças crônicas e também fornecem energia. Carboidratos refinados, como massas, arroz, biscoitos e pães brancos, não agregam nada à saúde, além de fornecerem calorias. Existem alimentos vendidos como cereais que também não agregam saúde à mesa, pois esses não possuem fibras – como os cereais matinais vendidos para crianças, cheios de açúcar, ou como as barrinhas de cereais que têm muito açúcar, sódio e conservantes.

Por que a pirâmide mudou?

No entanto, o modelo da pirâmide apresentado nos anos 90 era muito simplificado e não deixava claro como devia ser o consumo de cada uma das categorias de alimentos para uma dieta de fato saudável e equilibrada. Além disso, nem todas as gorduras fazem mal, nem todos os carboidratos fazem bem e as fontes de proteína devem ser melhor escolhidas. Fora que consumo de álcool não aparecia na pirâmide antiga, como segue:

 

Antiga Pirâmide Alimentar

A nova pirâmide alimentar

A nova pirâmide alimentar orienta melhor a distribuição dos alimentos ao longo do dia, para que as pessoas saibam como escolher os alimentos – isto é, como distribuir os alimentos para promover saúde, sem deixar nenhum grupo alimentar de fora do cardápio.

 

No novo modelo, há distinção entre tipos de gorduras e carboidratos saudáveis e prejudiciais. Assim, entram como gorduras aconselháveis ao consumo aquelas provenientes das castanhas, nozes, dos óleos vegetais e da carne de peixe. Sua nova constituição também enfatiza que a base da alimentação devem ser os carboidratos complexos (por conta do baixo índice glicêmico). Os carboidratos refinados sobem ao topo da pirâmide, juntamente com doces e gorduras saturadas.

 

Outra novidade que ganhou a base da pirâmide foi a indicação da prática de 30 minutos diários de exercícios físicos, considerados como essenciais à saúde e ao combate ao excesso de peso. Quando necessário, a suplementação é indicada.

 

Pôr em prática as recomendações dessa pirâmide pode diminuir significativamente o risco de doenças cardiovasculares, câncer, diabetes, constipação intestinal e obesidade.

 

A nova pirâmide alimentar distribui melhor os alimentos, promovendo mais saúde. Saiba o que mudou aqui.

 

Na minha opinião, o que falta na nova pirâmide é o alerta ao consumo das gorduras hidrogenadas e trans, que estão em todos os alimentos processados, assim como o excesso de sódio – esses são mais prejudiciais a saúde do que a gordura saturada (gordura animal).


A Paula Fernandes quer saber qual assunto você deseja que ela aborde em sua coluna mensal. Envie a sua sugestão para: nutricao@dietaereceitas.com.br